10 Dia - 14/05/2025

Em Santa Lúcia, ficamos hospedados em um excelente apartamento no condomínio Bridge, assim chamado por estar próximo à ponte que dá acesso à região. Localizado às margens do estuário, perto do rio que forma uma grande lagoa e um santuário ecológico, o local nos proporcionou momentos de descanso e produtividade.

Passamos a manhã no apartamento, dividindo o tempo entre descansar, organizar aspectos da viagem, como reservas, e cuidar de tarefas pessoais. Aproveitei também para avançar no meu trabalho de mestrado, enquanto Adelaide foi ao mercado com as crianças.

Por volta das onze da manhã, saímos para explorar a cidade. Visitamos um parque municipal, repleto de artesanatos, e seguimos até um belo trapiche que nos levou à praia. Por entre os manguezais, chegamos à areia, onde tivemos a vista do majestoso oceano Índico pela primeira vez.

Foi um momento histórico para nós, mesmo sem colocar os pés na água, apenas contemplando este novo oceano. Pensei comigo, na coragem de quem empreende a volta ao mundo em um veleiro e tem a oportunidade de conhecer estes oceanos, com suas surpresas e perigos. 

A região é belíssima, rica em natureza. No local de artesanato, compramos uma peça feita da "green monkey apple" ou "maçã verde de macaco", uma fruta de casca dura que permite gravar desenhos típicos da região. A peça custou 80 rands, cerca de 27 reais, e será uma lembrança especial de Santa Lúcia.

Após explorar a região, retornamos ao centro de Santa Lúcia em busca de um lugar para almoçar. Optamos por repetir o restaurante de comida rápida onde havíamos jantado no Parque Kruger, chamado Wimpe. Lá, comemos coxinhas de asa com batatas fritas, e Artur também pediu um purê.

O almoço se estendeu até por volta das duas horas da tarde. Em seguida, nos apressamos para um passeio de barco pelo estuário, chegando a tempo de embarcar em uma balsa grande e movimentada. Essa balsa de dois andares ofereceu uma excelente vista para o passeio, que tinha como objetivo encontrar hipopótamos e apreciar a beleza do estuário.

O guia da balsa,  narrava em inglês, o que foi um desafio, mas também um incentivo para melhorar nossa compreensão do idioma. Durante o passeio, avistamos várias famílias de hipopótamos, um animal imponente e fascinante. Foi uma rica experiência ver os filhotes emergirem e os indivíduos emitirem  seus sons.

Tivemos a sorte de ver onze hipopótamos juntos em um só momento. Além disso, avistamos uma bela águia-pescadora africana se alimentando de um peixe, algo que o guia considerou raro, já que até usou uma lente teleobjetiva para fotografá-la.

Assistimos ao pôr do sol no santuário, um espetáculo maravilhoso. Depois, finalizamos o dia com mais algumas compras e um passeio pela cidade.



















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