26° Dia - 30/05/2025


Hoje, planejaríamos um city tour por Cape Town, aproveitando o tíquete de dois dias para os charmosos ônibus de dois andares, as jardineiras, que oferecem uma vista panorâmica espetacular da cidade. A ideia era explorar Cape Town com calma, aproveitando as diferentes linhas disponíveis: a Linha Vermelha, que cobre um perímetro mais central, e a Linha Azul, que faz um percurso mais extenso.

Iniciamos nosso dia na Parada 1, localizada no vibrante Waterfront, o coração/caldeirão cultural da cidade. O lugar é incrível, repleto de comércio, arte e uma energia contagiante. O Water Front é um exemplo de como podemos incorporar uma zona decrépita na cidade, integrando-a, revitalizando-a e transformando tudo isso em desenvolvimento do turismo e renda. Um zona portuária que nos faz querer ficar por lá. Compramos nossos tíquetes e embarcamos na Linha Vermelha, com a expectativa de descer na base do teleférico para a Table Mountain, a famosa montanha que emoldura a cidade.

No Ônibus começamos a conhecer a cidade com a locução de explicação de cada ponto. Nossa parada seria Table Mountain, aproximadamente na metade do percurso da linha vermelha, 

Em Tablw Mountain, repleto de turistas e com longas filas, chegamos a cogitar não descer, mas conforme previsão este seria o melhor Dia. Fomos então comprar os tickets. Já no balcão para compra-los, percebi que minha carteira — com documentos, dinheiro e cartões — havia sumido. Foi um balde de água Fria. Meu comportamento com estes itens, celular e carteira é automatizado. Coloco nos mesmos bolsos. E sempre acabo conferindo com frequência se estou com estes itens.

Na tentativa de localizar a carteira, parei o ônibus que já estava partindo. Expliquei ao motorista que havia perdido minha carteira e subi novamente ao segundo andar, onde havíamos estado. Infelizmente, não a encontrei, e o ônibus partiu, deixando-nos desamparados e preocupados.

Foi uma situação muito ruim, que trouxe um misto de tristeza e preocupação para o nosso dia. Mesmo assim, tentamos manter o ânimo.

Ainda chateados com o desaparecimento da carteira, decidimos que não subiríamos mais a Table Mountain naquele dia. Resolvemos voltar para a Parada 1, na esperança de que a carteira pudesse ter sido esquecida lá. 

Quando o novo ônibus chegou, Artur e eu conversamos com o motorista, explicando a situação. Ele de imediato entrou em contato via rádio com o motorista anterior e, posteriormente, com o escritório central. Para nosso alívio, o escritório confirmou que haviam encontrado a carteira. Eu a havia deixado no balcão quando comprei os tíquetes, provavelmente distraído. Este incidente lembrou-nos do episódio anterior, quando Artur esqueceu os celulares na van dessa mesma empresa em Soweto, que felizmente também os recuperamos. Apesar dos contratempos, tivemos muita sorte.

Após o susto, fomos almoçar no KFC, uma rede americana de frangos fritos. Pedimos três porções grandes e, embora o Davi tenha comido bastante (comilão), ainda sobrou comida. A refeição era saborosa, típica fast-food, mas muito calórica.

Um senhor sentado próximo a nós, de maneira discreta, nos fez um sinal pedindo a comida que sobrou. Ficamos satisfeitos por poder compartilhar em vez de desperdiçar.

Após nosso almoço, decidimos explorar mais do Waterfront. Lá, nós dirigimos ao cais onde partia a embarcação para tours aquáticos, oferecendo dois tipos de passeio: um pelos canais, que passava por casas e praias luxuosas, e outro pelo porto, focado na rica história náutica da região. Optamos pelo passeio pelo porto, fascinados pela ideia de conhecer esse ambiente singular e cheio de histórias, onde pessoas do mundo inteiro se encontram. Interessante que neste lugar de partida do tour, havia um píer de focas. Uma solução para a convivência das focas e dos seres humanos. Um espaço criado para abrigar esses animais de forma seguraAs focas, dezenas delas, descansavam empilhadas, algumas usando as outras como travesseiros. Essa solução inovadora permite que elas vivam tranquilamente, além de servir como um local de reabilitação para as focas feridas. O passeio de meia hora nos levou por diversas entradas e reentrâncias do porto.

Após o passeio, embarcamos na Linha Azul, em uma jornada de quase duas horas por uma região mais extensa de Cape Town. Passamos por vinhedos, o jardim botânico, e tivemos vistas incríveis que ainda não havíamos explorado. Passamos também por um porto onde me arrependi de não descer para explorar mais de perto.

A viagem nos levou a ver uma das favelas mais conhecidas de Cape Town, feita de latas, que são distintivas da cidade. Essa experiência nos proporcionou uma visão mais ampla das diferentes facetas de Cape Town, uma cidade de contrastes e beleza única.

No final já se pondo o Sol também fomos brindados com este espetáculo do sol se pondo no Atlântico. 

Encerramos o dia felizes, cansados e aliviados, por não termos perdido a minha carteira e pelo bom proveito do dia. 

Passando ainda no supermercado e compramos pizzas para comemorar e também agora já ir organizando as providências para os dias finais aqui neste país incrível, e já programando também outras viagens 

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