Dia 1 e 2 - 05 e 06/05/2025
Acordamos às 5h. O dia começou com chimarrão e organização das últimas malas, tarefa finalizada pela Adelaide. Aproveitei o tempo para lavar a louça e fazer o download do Kindle Ilimitado, antecipando o tempo livre durante o voo. Logo em seguida, o Rafael chegou a Rolante e seguimos juntos para Porto Alegre.
Já no aeroporto Salgado Filho, nos acomodamos na sala VIP enquanto aguardamos o voo para Guarulhos, marcado para 11h05. Artur tomou café da manhã com omelete, enquanto David preferiu pão de queijo. Passei algum tempo pensando se deveria criar um grupo no WhatsApp para compartilhar a viagem com outros interessados, mas decidimos pela discrição e optar por manter as experiências restritas à família.
Em Guarulhos, fizemos uma longa caminhada de um terminal a outro, desta vez acompanhados por uma funcionária terceirizada da Latam que realmente foi prestativa e contribuiu bastante para facilitar nossa localização e deslocamento. Chegamos ao Terminal 2 e almoçamos já por volta das 14h30, na sala VIP. O almoço foi à la carte: as crianças pediram massa; eu e Adelaide ficamos com arroz, frango e mostardas. Aproveitei para tomar uma taça de vinho. Agora aguardamos o momento de embarcar para o próximo trecho da viagem, estimando entre 8 e 9 horas de voo. A aeronave já está na ponte de embarque.
Já a bordo da aeronave, notamos um forte odor vindo do banheiro. Estamos acomodados na fileira 52, ocupando as quatro poltronas centrais.
A viagem seguiu tranquila, apesar de eu ter dormido pouco. Davi, sentado ao meu lado, se aconchegou em mim durante o voo. Usamos as mantinhas disponibilizadas pela companhia aérea para improvisar travesseiros e nos cobrirmos.
Jantamos e tomamos café da manhã com as usuais refeições artificiais de avião. Após aproximadamente 8 horas de voo, às 6h10 da manhã já no horário local, pousamos no aeroporto de Joanesburgo. Pela primeira vez, nossos pés tocaram o solo africano.
Com as formalidades na imigração concluídas, começamos a nos deparar com um mundo totalmente novo para nós. No saguão principal do aeroporto, nos acomodamos em frias cadeiras de metal para aguardar o agente da locadora de veículos, que só chegaria às 9h. Enquanto esperávamos, aproveitei para ler, enquanto os meninos jogavam no celular.
Infelizmente, a empresa de aluguel de carros mostrou-se extremamente incompetente. Não apenas atrasaram na recepção como ainda fizeram uma grande confusão com o veículo reservado, deixando-nos presos no aeroporto até quase o meio-dia. Mesmo sem resolver totalmente o problema, combinamos de fazer a troca do carro no dia seguinte.
De lá, seguimos em direção ao bairro Rosebank, onde Adelaide havia reservado um apartamento pelo Booking. O deslocamento foi tenso, já que dirigi pela primeira vez na mão inglesa. Tudo era ao contrário do que sabia e já por 35 anos praticava na condução de veículos: a posição do motorista, os comandos no carro e até as regras das vias. Foi necessário redobrar a atenção e contar com a ajuda de Adelaide, que me guiava pelo Google Maps.
Chegamos ao prédio do apartamento por volta do meio-dia, mas ele só seria liberado às 14h. Decidimos então sair em busca de almoço nas redondezas. Escolhemos uma pizzaria próxima e comemos uma pizza que, embora cara, refletia a localização elitizada do bairro.
Finalmente, às 14h, conseguimos acessar o apartamento. Ele não decepcionou: muito bem estruturado, limpo e confortável — ótimo para morar. O cansaço era evidente, mas preferimos forçar o corpo para nos adaptarmos ao novo fuso horário. Artur, no entanto, acabou dormindo um pouco mais.
Encerramos o dia com um jantar simples e fomos dormir cedo, na tentativa de ajustar nossos relógios biológicos ao horário local.
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