20° Dia - 24/05/2025
Hoje, planejávamos visitar as Cango Caves, uma galeria de cavernas a 30 km de onde estávamos, cercada por uma paisagem deslumbrante de montanhas. Ao chegarmos, percebemos que havia um espaço reservado para pessoas com necessidades especiais, o que achei interessante. No entanto, fomos informados de que a entrada de cadeirantes não era permitida devido à falta de acessibilidade. Eram 500 degraus, e o local não oferecia condições adequadas. Fiquei bastante chateado, especialmente pelo Davi, já que a falta de empatia dos locais impossibilita que ele vivencie experiências como esta. Assim, decidimos que se um não podia ir, ninguém iria. Um por todos e todos por um. Optamos por não realizar o passeio.
Decidimos então seguir viagem em direção ao Cabo das Agulhas, o ponto mais ao sul do continente africano, onde o Oceano Índico se encontra com o Atlântico. Este lugar não é apenas geograficamente significativo, mas também historicamente importante, pois foi um marco crucial para os navegadores durante a Era das Descobertas.
A viagem foi tranquila; paramos em um posto, lanchamos e o clima estava agradável. No caminho, fomos surpreendidos por uma paisagem magnífica, com montanhas altíssimas e estradas maravilhosas, mas pouco conhecidas.
O Cabo das agulhas é famoso pela sua localização por suas praias com formações rochosas intrigantes, em uma região de clima mediterrâneo.
Finalmente, chegamos nos instalamos em um ótimo Airbnb escolhido pela Adelaide. Após uma ida ao mercado, fizemos um passeio no final da tarde até o farol, onde próximo está marcada com um lindo monumento representando o continente africano, a coordenada geográfica do do local do encontro dos oceanos. Este local não apenas marca o encontro dos oceanos, mas também é parte de uma pequena reserva natural. A área é rica em biodiversidade, com o famoso "fynbos", um ecossistema único de flores coloridas, além de diversas aves costeiras e pequenos mamíferos.
O pôr do sol foi bonito e tirei muitas fotos com cores incríveis. Curiosamente, muitos acreditam que o encontro dos oceanos acontece no Cabo da Boa Esperança, mas é aqui que verdadeiramente ocorre. Além disso, o nome do cabo, derivado das agulhas das bússolas dos navegadores, que aqui alinhavam-se misteriosamente ao norte magnético. Um lugar, com o perdão do trocadilho, que também nos magnetizou.
Retornamos ao nosso Airbnb com a intenção de preparar pizzas a lenha e uma pedaço de carne. Um pequeno churrasco. No entanto, a lenha estava úmida. Então Adelaide improvisou e fez as pizzas na frigideira, já que o apartamento não tinha forno. Depois, tendo nós já jantado, o fogo finalmente pegou, e pelo menos serviu para aquecer o ambiente. A carne faremos amanhã.


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