Dia 9 - 13/05/2025


Hoje, 13 de maio de 2025, no 9º dia da nossa viagem, enfrentamos um dia movimentado. Nosso objetivo era sair do Marloth Park e seguir para Santa Lúcia, um santuário de hipopótamos e crocodilos no sudoeste da África, considerado Patrimônio Mundial da UNESCO. O trajeto entre Marloth Park e Santa Lúcia é de 630 km.

Acordamos cedo, às 6 da manhã, com a intenção de partir às 7, mas acabamos saindo às 7:50. A viagem foi tranquila nos dois primeiros terços. Subimos uma serra que lembrou novamente  os campos de Cima da Serra, com plantações de pinus e eucalipto. Muitos caminhões de madeira circulavam pelas estradas, que estavam em boas condições.

Ainda antes da subida desta serra, paramos em um posto de gasolina onde tomei um gostoso e caprichado café, situado em uma região que abriga algumas das formações rochosas mais antigas do planeta. 

Contornamos o pequeno reino de Eswatini, quase tocando a fronteira fictícia. Eswatini é um país independente, cercado pela África do Sul e Moçambique. Governado por uma monarquia, Eswatini preserva tradições culturais únicas, como o Umhlanga, o famoso "Festival da Dança das Caniças". 

Mais adiante já quase no final do altiplano da Serra que subimos notamos também uma fábrica de celulose, explicando o tráfego pesado de caminhões.

Nos últimos 200 km, após passar pela cidade de Amsterdã, a estrada ficou ruim, com muitos buracos, movimentada de caminhões, e perigosa. Muitas vezes interrompidas por obras na estrada, a interrupção mais curiosa foi um comboio de caminhões de caçamba gigante com batedores nos tirando da estrada pela largura do conteúdo, que creio eu, eram para torres de aerogeradores. 

Descendo a serra e  nas laterais da estrada,  observamos várias aglomerações de casas ao longo da estrada. Aqui no interior da África do Sul (ao menos até aqui), as cidades são curiosas, sem planejamento urbano, sem ruas, sem pavimentos, simplesmente as casas estão espalhadas pela geografia do local, aliás muitas destas, excelentes casas. Mas confesso que apesar dos locais serem bonitos, esta aleatoriedade e falta de infra e organização não deixa o aspecto do lugar bonito. Mas é a minha visão. Não um carimbo de determinismo e realidade. Cada um vê a sua maneira. 

Nos últimos 100 quilômetros a paisagem novamente mudou, agora não mais montanhas, e novamente vegetação mais densa e os primeiros sinais de uma região em transição para alagados. A agricultura aqui era de cana de açúcar e vimos muitos caminhões bi-trem transportando a cana. Vimos também um engenho esfumaçante, que certamente absorve a produção da região. Também observamos uma queima de lavoura de cana para colheita. Aliás vários focos de queima no trajeto. 

Outra situação que trazia risco e chegou a ser desagradável foram os inúmeros (diria que na casa da meia centena) de Caminhões para carregamento de minérios (creio que carvão) que vimos no trajeto e ultrapassamos. 

Chegamos a Santa Lúcia após 8 horas e 30 minutos de viagem, às 16:30, pouco antes do fechamento do mercado da vila (fechava as 17:00). Santa Lúcia é famosa por sua rica biodiversidade, situada junto ao Parque da Zona Úmida de iSimangaliso, onde hipopótamos, crocodilos e aves variadas fazem parte do cenário diário. Essa diversidade torna a região uma preciosidade natural e um ponto turístico procurado, atraindo visitantes interessados em ecoturismo e aventuras ao ar livre.

Conhecemos nosso apartamento locado via Airbnb de propriedade da Megan. Apartamento e condomínio ótimos. O condomínio se situa ao lado do Rio e dos alagados. Após uma caminhada de reconhecimento pela área, nos recolhemos, pois é perigoso ficar na rua ao anoitecer devido aos hipopótamos que costumam circular.

Jantamos massa com molho, chuleta e uma salada. Estava ótima e supriu a ausência do almoço hoje devido à viagem. 














Comentários

  1. Que experiência de vida, fantástico o passeio de vocês. Deu vontade de conhecer.

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